O TRIUNFO DOS PORCOS

 

2019

Imagine-se uma quinta onde todos, Homens e Animais, vivem em harmonia, onde as nuvens são feitas de algodão doce e todos os dias são domingo. Não falta comida, ninguém é explorado nem tiranizado e todos vivem na mais completa harmonia. “Todos os Animais são iguais”, lema idealizado por um velho Major, metáfora de uma geração que desaparece, tal como desaparecem os grandes vultos
que moldaram o século XX e construíram as democracias, com mais ou menos imperfeições.


Pois bem, essa quinta não existe. Assim se destroem os sonhos e as esperanças. Ponto final.


Desta quinta, os humanos são expulsos, fruto da revolução dos animais, liderados pelos porcos. Soaram “novas de alegria de esperança sem igual” e o “tirano bicho-homem” a poeira deveria morder. Mas cedo se descobre que nem tudo o que parece é.


Esta fábula de George Orwell, que a realidade se encarregou de tornar intemporal, reflete vícios humanos (ou animais, ou ambos?) e expõe o ridículo a que os seres humanos se sujeitam, a passividade a que se submetem, a astúcia de quem esconde os seus verdadeiros intentos.


Afinal, há uns mais iguais do que outros. Não foi sempre assim?

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